Para ouvir:

Sortimento
Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da "nova" música brasileira.
Saraiva
Americanas.com
Submarino
Som Livre

Para ver:

Clube da Luta
Acho que mesmo que eu adorasse filme de porrada não teria gostado tanto de Clube da Luta. É surpreendente, tudo bem, mas o que me conquistou nele foi a loucura, que eu identifiquei como muito próxima da minha.
Saraiva (VHS)
Saraiva (DVD)
DVD World (DVD)
Submarino (DVD)

Para ler:

Diário Noturno
Sempre gostei de brincadeiras com a nossa Língua. Mas o livro do Gabriel, pra mim, vai além disso: é mesmo um instrumento de trabalho, que eu já aproveitei como exercício de articulação dos sons da fala, e vou usar em questões referentes a leitura e escrita. Recomendo especialmente para os fonoaudiólogos que me visitam.
Submarino
Saraiva
Sodiler
Siciliano
Terça-feira, Agosto 28, 2001

Nessa linha do Alta Fidelidade, vimos outro dia o Duets. Enquanto via o filme e tentava cantar as canções, com meu "macarronic english", ia pensando na semelhança entre os dois filmes. Nos dois eu lembrei e revivi a minha já surrada paixão por músicas, mesmo que não sejam faladas em português porque, que importa? bom mesmo é ouvir e cantar.

Me peguei lembrando, no Alta Fidelidade, das inúmeras listas de top 20, porque 5 só nunca chegariam, que eu fazia pensando em amigos e amores. E, no Duets, no desejo de subir também num palco, mesmo que domiciliar, pra cantar coisas que só saem muito bonitas no chuveiro.

Agora só falta um filme que fale das nossas músicas. Algum cineasta se habilita?


Quinta-feira, Agosto 23, 2001

Outro dia revi, em vídeo, o Alta Fidelidade, a que já tinha assistido no cinema.
Acho que qualquer um que é ou já tenha sido viciado em música se identifica com pelo menos uma atitude de algum dos personagens.
Tem aquela paciência de escolher as melhores músicas pra gravar uma fita pr'uma situação especial. Tem o saber de cor qual é a terceira faixa do lado B de tal disco. O achar heresia um trabalho mediano de alguém que se admirou muito. Quantos de nós já não avaliamos uma pessoa pelo seu gosto musical? Claro que é um jeito meio adolescente de pensar, um radicalismo que ameniza com o tempo, mas eu gostei muito do filme, entre outros motivos por me fazer lembrar de uma época em que sobrava muito tempo pra longas discussões musicais com amigos ou não.
Quem já viveu algo parecido e ainda não viu não deve se arrepender, principalmente se gostar de um texto bem escrito e divertido.
Por Tatiana às 09:09 | link | comentários


Quinta-feira, Agosto 16, 2001

Poliéster
A Madi, minha irmãzinha (que fez 20 anos agora em agosto!), conheceu o Douglas há cerca de 2 anos e meio, e eles estão casados há mais ou menos 2 anos. Em julho do anos passado foram morar em São Leopoldo, RS, onde estudam na Unisinos (o Douglas já se formou, no final do semestre passado).

Eles estão tocando numa banda chamada Poliéster, e pedi ao Douglas algumas informações pra eu publicar aqui. Aí vão, escritas pelo Douglas mesmo.

Quem toca:
Porsche - voz e guitarra
Douglas Dickel - guitarra
Madi - baixo
Rodrigo Souto - bateria

(Estamos testando um tecladista. Madi tocou teclado no primeiro show, quando Marcelo Barude tocou baixo. Porsche é compositor e líder.)

Eu conheci o Porsche em 1997, quando ambos trabalhávamos na rádio Unisinos FM, uma das três que tocam rock na Grande Porto Alegre. Ele é um compositor nato e sempre sonhou em ser um "rockstar".

Na semana antes do dia dos namorados deste ano, eu e a Madi estávamos comendo no restaurante da universidade e o Porsche sentou na nossa mesa. Ele disse que queria tocar no show de aniversário da revista eletrônica Viés, mas ainda não tinha banda. Eu disse que me garantia na guitarra. Ele foi na nossa casa e aconteceu o primeiro ensaio, com a Madi tocando teclado. Aconteceu mais um ensaio no domingo, com o baterista e o baixista.

Terça-feira, dia 12 de junho, já estávamos fazendo o primeiro show. Foi no Garagem Hermética, lendária casa de shows de rock em Porto Alegre. Quem viu achou que foi o melhor show da noite, entre outras cinco bandas.

No final de julho vamos gravar o primeiro EP da Poliéster, no estúdio Dreher, sob a produção do Frank Jorge (ex-Cascaveletes e ex-Graforréia Xilarmônica).

O som da banda é influenciado por Mogwai, Godspeed You Black Emperor!, Beatles, Pink Floyd, Flaming Lips, Sean Lennon, Super Furry Animals, Tahiti 80, Enon, Sonic Youth, My Bloody Valentine e outras.


Numa
imagem da estréia deles dá pra ver a Madi ensaiando um teclado. Eles estarão tocando em Goiânia entre 12 e 14 de outubro, num festival que vai haver lá. Quando souber mais detalhes, publico.

Até mais.
Por Vanessa às 09:43 | link | comentários


Quinta-feira, Agosto 09, 2001

Acabei de ler O Senhor dos Anéis. Quando vou falar dele, tenho receio de parecer óbvia. A mim me parecia que todo mundo conhecia o livro, ou pelo menos sua existência. Mas muitas pessoas com quem comento não sabem exatamente do que se trata. Então me lembro de que eu mesma não tinha a menor idéia, quando ouvi pela primeira vez sobre ele. Isso foi há alguns anos, quando alguns amigos do trabalho, aficionados por RPG (roleplaying game) comentaram que o primeiro desses jogos que surgiu (me corrijam se eu estiver errada!), o Dungeons & Dragons, baseava-se no universo d'O Senhor dos Anéis. Depois disso não ouvi muito mais e acabei me esquecendo dele. Só neste ano, quando Rafael me disse que estavam filmando a história, e ainda que de certa forma o Harry Potter lembrava um pouco aquele universo, é que me deu vontade de ler. Bom, isso tudo merece muitos comentários, então vou tentar ir mais devagar.
Pra quem não sabe, o autor, J. R. R. Tolkien, criou um mundo bastante diferente daquilo que conhecemos. Lá também existem homens, mas eles são apenas uma das raças que habitam o mundo, e não a dominante. O primeiro livro lançado, se não me engano, foi O hobbit, e, de uma das aventuras vividas por Bilbo (o hobbit do título), é que começa a saga que será contada nas três partes d'O Senhor dos Anéis (vendidas em três volumes separados - A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei - ou, também, numa edição única).

Confesso que, quando comecei a ler O hobbit, não me empolguei muito. Achei muito descritivo e meio lento, mas do meio pro fim a aventura fica mais emocionante. Ao terminar o livro, já estava louca pra saber qual seria a outra história! No entanto nada que eu imaginasse chegaria nem perto do que realmente é. Fica fácil compreender por que alguns ficam maníacos pelo livro. Já ouvi até dizer que tem gente que aprendeu a falar e escrever na língua dos elfos, o povo belo e imortal. Bom, depois da morte do autor, seu filho organizou um material que ele passou boa parte da vida escrevendo, que acabou dando origem a O Silmarillion. Nesse livro, conta-se a origem do mundo e explica-se boa parte das lendas e histórias que levaram aos acontecimentos narrados em O Senhor dos Anéis. Por isso, recomendo que se leia primeiro O Silmarillion, depois O hobbit e por fim a trilogia, pra que se siga uma ordem cronológica. Agora, se a origem do mundo com o qual você ainda não entrou em contato não empolgar o suficiente, comece então pel'O hobbit, pois vai ser difícil não simpatizar com o Bilbo e seus companheiros de viagens. Uma outra grande vantagem nessa leitura toda é que, por ser muito extensa, a gente não sente aquela melancolia quando lê rápido demais um livro de que gostou muito, sabe, e fica com saudade dos personagens e das histórias quando tudo acaba.

Estou esperando ansiosa pelo filme, que tem estréia mundial prevista para dezembro deste ano. Espero que o Brasil esteja incluído nesse "mundial" aí! Minha dica é que, quem não se animar a ler tantos livros, assista ao filme, que, pelas imagens do site, promete arrasar. Quem sabe assim, curiosos pra saber a continuação e o final da história, que só virão com os filmes seguintes (segunda parte prevista pro final de 2002 e a terceira, só pro fim de 2003! - buáá...), o ânimo pra encarar a leitura venha, né?

P.S.: Tentei pesquisar links sobre o autor e sua obra para indicar, mas não encontrei um site oficial, se é que existe. Quem for a um site de busca, vai ver que existem inúmeros, são muitos mesmo, sobre o assunto. Como minha pouca experiência na rede não me permitiu definir quais os melhores, pus aí uma pequena lista, pra começar. Se encontrarem um site oficial do autor, por favor me avisem, tá?
Por Tatiana às 10:22 | link | comentários


Segunda-feira, Agosto 06, 2001

Em compensação, no sábado, levei Júlia, minha filha, pra ver Shrek. Tudo bem que as férias até já acabaram, mas a gente ainda não tinha tido a chance de ver. Vimos dublado, por causa dela, mas isso nem atrapalhou. De fato, a dublagem do Bussunda ficou ótima, a cara do personagem. E o filme é muito engraçado, subverte os mitos dos contos de fadas e garante diversão pra qualquer idade. Ouvi dizer que alguém, não identificado pela memória de quem me contou o fato, disse que nunca levaria o filho pra ver um filme daquele, que as crianças precisam manter o gosto pelos contos de fadas tradicionais, a fantasia, coisa e tal. Tudo bem, podemos até discutir isso um dia desses, eu não nego que essas histórias sejam boas também pras crianças. Mas o que é que tem tirar um sarrinho delas de vez em quando? Além do mais, se formos pensar no efeito psicológico, dá até pra tirar do Shrek uma moral sobre o fato de que nem tudo sempre sai como se espera ou planeja, né não? Se formos fazer as estatísticas é mais provável descobrirmos que a minoria é que acaba saindo assim.
Por Tatiana às 22:01 | link | comentários


Assisti a O Planeta dos Macacos na sexta, dia da estréia aqui em Brasília. Fiquei frustrada. Confesso que não me lembro muito bem da história original, mas, como bem disse a Nessa, isso não tem nada a ver. Se alguém se propõe a refilmar uma história, tem que fazê-la completa, pr’aqueles que não viram o original (ou os vários “originais”, como neste caso) ou pros que não se lembram dele. A caracterização dos macacos, de sua força e agilidade, ficou muito boa, eu acho, mas o fato é que quase não tem história e, pra piorar, o final ficou meio sem explicação. Pelo menos eu não consegui captar a lógica da coisa, talvez tenha sido burrice minha. De qualquer forma, Rafael, que estava comigo, compartilhou dessa opinião, e hoje ouvi que o irmão de uma amiga também não gostou (as palavras dele foram menos delicadas do que essas, mas não vou reproduzir...). Ainda assim, não quero frustrar as expectativas de ninguém. Recomendo que quem estava esperando pelo filme vá ver e assim aguardo novas opiniões, claro.
Por Tatiana às 21:09 | link | comentários


Falando em Música Brasileira, no programa dessa semana, que aliás será reprisado na 2ª às 16 e na 3ª à 9 da manhã, teve a Sandra de Sá, o que me fez lembrar de um episódio legal. Há muitos anos fomos a um show do Luni com ela própria, Sandra de Sá. Era um projeto que rolava no Sesc Pompéia, em São Paulo, e promovia encontros inusitados. A gente adorava o Luni, e eu, particularmente, estava gostando muito do disco mais recente da Sandra (Sandra!, de 1990), que tinha uma canção do Cassiano cantada em parceria com Marina e Djavan, e também uma outra do Carlinhos Brown.

Eu fiquei empolgada porque, apesar da fama de brega da Sandra, eu ia poder ouvir a tal música, que era massa. Só que olhei o roteiro que estava pregado no palco (aqueles pra banda seguir) e vi que tinha me dado mal, porque a mú não ia rolar. Aí, numa hora lá, a Sandra falou assim: todo mundo reclama de mela-cueca, mas quem é que não gosta de nenhuma? Vamos fazer um mela-cueca?" E, depois de rolar alguma canção meio brega, mesmo, que nem sei mais qual era, ela perguntou o que mais a gente (platéia) queria ouvir. Não perdi tempo e gritei: "Slogan! Canta Slogan!" (o nome da canção do Cassiano). Ela riu e falou: "Mais tarde a gente pode até tocar..." Não custava arriscar, mesmo que alguém pense que eu paguei mico.

Só que o mico não tinha nem começado ainda! Lá pelas tantas, numa pausa (adoro as pausas entre as canções), ela falou pra banda: "Vamos fazer Slogan pra ela?", apontando pra mim o dedo e também algumas luzes! Eu fiquei vermelha, mas consegui ouvi-la explicando pro público que Slogan era do Cassiano, Quem conhece o Cassiano?, eu disse que sim, ela disse Ela conhece, e quem mais? foi ele que fez essa música, ó, e essa também, e foi cantando, à capela mesmo, alguns trechos de canções conhecidas dele.

Depois, pra minha felicidade, apesar da vergonha, cantou Slogan com uma baita alegria (porque a música é assim mesmo), e eu ganhei minha noite, que a gente achava que só ia ser boa na hora em que entrasse o Luni.
Por Vanessa às 00:33 | link | comentários


Depois daquele dia em que vi a estréia da "nova fase" (segundo os apresentadores do canal) do programa Música Brasileira, do Multishow, tenho conseguido acompanhar toda semana.

Uma coisa legal é ter sempre gente "desconhecida", mas que eu curiosamente já conhecia de algum lugar. Acho que deu pra sacar que desconhecido, nesse caso é fora da mídia, fora das grandes vendagens de discos (não ia usar álbuns?).

Já passou por lá o Guga Stroeter e a HB Big Band (que eu conheci como Heartbreakers), a Andréa Marquee, que já cantou com os Heartbreakers (acho) e agora está no elenco de Cambaio, e a Ieda Rius, que é uma baixinha com uma puta voz, e eu acho que é a mesma que foi elogiada pra caramba pela minha amiga Ivy noutro dia, aqui em casa.

Toda semana tem também alguma coisa de hip hop. Gostei, por exemplo, do pessoal do primeiro dia, mas porque fazia uma coisa mais musical. Concordo com o papo de que hip hop é um movimento cultural importante, acho legal o jeito como os caras falam das coisas duras que existem no Brasil, mas não gosto de som pesado, então, não ia ser de hip hop pesado que eu ia começar a gostar.


Domingo, Agosto 05, 2001

Fiquei de novo muitos dias sem acesso à internet, mas dessa vez por cagadinha caseira, mesmo... (não minha, tá, gente!)

Fui ao cinema! E duas vezes em uma só semana! Foi bom matar a saudade de ver filme em telona. No primeiro dia vi Copacabana, da Carla Camurati. Um "filme-arte", tipo filme europeu, mas sem ser chato, lento, cabeça, nada disso. Ao contrário, é forte o negócio da velhice, do envelhecimento, mas isso é falado de um jeito leve, gostoso. E tem muita coisa divertida também. Sem falar na caracterização dos personagens, que ficou nota 10! Fiquei com saudade das minhas avós: da vovó Maria porque també chegou aos 90 anos e ficava daquele mesmo jeitinho do Alberto, olhando com uma cara de quem estava gostando, mas talvez achando tudo meio sem propósito. E da vovó Edith porque morou anos e anos em Copacabana, o único lugar em que eu já vi ser possível existirem vidas como a dela e as daqueles personagens.

No outro dia fui ver
O diário de Bridget Jones. Já tinha visto o livro na casa da Ninha, minha irmã, e até li as primeiras páginas, mas o livro era dela e não deu pra continuar. Foi ótimo ver no cinema: queria mesmo ver um filme assim, meio óbvio, mas com diversão garantida. Gostei muito. Gostei do sotaque inglês, que já tinha "visto" outro dia no De caso com o acaso. Gostei do filme, enfim. Todo mundo pode dizer que Quatro casamentos e um funeral e Um lugar chamado Notting Hill (produzidos pelo mesmo pessoal) são bobinhos, mas ninguém nega que foram feitos pra funcionar como uma boa diversão. Assim mesmo é o Bridget Jones.

E, falando no sotaque, já tinha notado que adoro reparar nos sotaques da nossa língua, nas variações na produção dos fonemas, tal, mas quando me vi atenta ao inglês inglês, com seus formalismos e sobrearticulações, pensei que devia mesmo investir mais nessa área da atuação fonoaudiológica...

Até mais.
Por Vanessa às 23:11 | link | comentários




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