Sumi, demorei, mas não desisti! Ainda gosto do Atalanta,
mas gosto mais de escrever aqui se estiver bem inspirada,
não só à vontade, mas
com vontade.
E não há melhor inspiração que ver a
Zélia Duncan ao vivo!
Foi muuuuuuuuuuito bom, mas muito bom meeeeeeeeesmo! Ah, e eu
por acaso tinha alguma dúvida disso?
Mesmo que fosse um show sem banda, ou com som ruim, ou se eu
não conseguisse ver direito, mesmo se fossem só umas poucas
canções (bem, aí talvez eu achasse ruim...), de qualquer jeito
eu teria me sentido bem só porque teria visto Zélia, e, melhor
ainda, ao vivo...
Mas eu não sou fã de carteirinha dela à toa, não. Ela é talentosa,
bonita, inteligente, tudo o mais, mas ela é super profissional,
não faz as coisas de qualquer jeito e, se é assim, não teria
porque fazer um show meio mais ou menos, só porque é num
shopping e é de graça. Aliás, ela falou disso no começo do show:
que a gente, o público, e não só o dela, merece ter mais
oportunidades de ouvir boa música de graça (ai, que saudades do
tempo em que tinha show grátis (
e vários!) toda semana
em São Paulo!). E Zélia disse mais: que adora o projeto (que,
diga-se de passagem, é da Olívia Byington) e que deseja participar
de todas as suas edições. Nessa hora eu gritei com muito gosto:
"yesssss!".
Bom, não vou falar do show? Ah, ia ficar chato pra quem fosse ler,
porque eu só ia ficar babando, falando que foi ótimo, tal.
Então vou falar das coisas especiais: em primeiro lugar, Helena e Júlia,
que curtiram como gente grande, Helena admirada de ver Zélia
de verdade, e mais ainda quando ela cantou "A fé", canção que ela
adora, e que a gente tinha combinado de pedir "gritando", durante o
show, embora sem muita esperança de que fosse rolar.
E Júlia, que na primeira oportunidade deslizou para um lugar mais
seguro e confortável, cantou praticamente todas as músicas e
foi a primeira a ficar em pé na cadeira na hora do bis.
Eu, do meu lugar, fiquei sem fôlego quando ouvi "Não vá ainda", pela
primeira vez ao vivo, porque é mesmo a minha predileta (embora
Tati e eu tenhamos dito isso pra muitas das canções...). Mas saí
mesmo foi muito feliz, satisfeita por ter ido, por ter tido
um momento de raro prazer - e que prazer! - nesses tempos tão
cheios e confusos da minha vida.