Para ouvir:

Sortimento
Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da "nova" música brasileira.
Saraiva
Americanas.com
Submarino
Som Livre

Para ver:

Clube da Luta
Acho que mesmo que eu adorasse filme de porrada não teria gostado tanto de Clube da Luta. É surpreendente, tudo bem, mas o que me conquistou nele foi a loucura, que eu identifiquei como muito próxima da minha.
Saraiva (VHS)
Saraiva (DVD)
DVD World (DVD)
Submarino (DVD)

Para ler:

Diário Noturno
Sempre gostei de brincadeiras com a nossa Língua. Mas o livro do Gabriel, pra mim, vai além disso: é mesmo um instrumento de trabalho, que eu já aproveitei como exercício de articulação dos sons da fala, e vou usar em questões referentes a leitura e escrita. Recomendo especialmente para os fonoaudiólogos que me visitam.
Submarino
Saraiva
Sodiler
Siciliano

Para navegar:
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Domingo, Outubro 28, 2001

Estou tentando retomar o hábito de ouvir minha rádio, a rádio Atalanta, mas tá difícil, porque o Usina do Som não é muito eficiente. Primeiro que sempre começa a tocar as músicas pela ordem alfabética dos cantores. Depois porque não agüenta muito tempo sem fechar, e volta e meia a música pára no meio. E, finalmente, porque quando a gente carrega pra ouvir de novo, acaba escutando as mesmas canções, que se repetem invariavelmente.

Se eu conseguir um outro serviço que funcione melhor que esse, mudo minha estação de lugar, e aí quem sabe fica mais legal ouvir minhas "escolhidas".
Por Vanessa às 11:35 | comentários


Segunda-feira, Outubro 22, 2001

Curtas e grossas
Está no ar o
CURTAS... e grossas, meu blog pessoal, mas nem tanto.

Depois que comecei a escrever no Álbum com uma certa freqüência, senti falta de um espaço pra falar de outros assuntos que não meus gostos "artísticos" e minha família (embora ainda adore falar dessas coisas...) Então fiz o Curtas.

Vamos ver se pega.
Por Vanessa às 12:50 | comentários


Domingo, Outubro 21, 2001

Lanterninha
Então, depois de entrarmos nesse ponto da conversa, lembramos que nos idos tempos (eu não peguei esses tempos, tá?) havia no cinema aquele cara que ficava empatando o namoro dos pouco interessados no filme, chamado de Lanterninha.

O cara não foi esquecido totalmente, tanto que tem um site sobre cinema com esse
nome. Mas no dia-a-dia do cinema essa figura não existe mais, né? Talvez esteja fazendo falta, mas nem tanto pelos namoros excessivos na sala. Aliás, quando fui ver Moulan Rouge, tinha um bando de pirralhos falando sem parar durante todo o filme, uma fulana que tossia igual à Satine, mas a tuberculose nunca que matava essa peste, e eu saí puta, dizendo a eles que nem pra beijar na boca eles serviam.

Então, hoje o lanterninha nem faria esse papel de controlar os acessos de paixão desses meninos, mesmo porque parece que eles fazem isso em outros lugares que não no cinema, mas talvez servisse pra cobrar deles a educação (a famosa dificuldade pra "dar limites aos filhos") que não trazem de casa.
Por Vanessa às 23:28 | comentários


Sobre o drive-in
Foi uma conversa um pouco comprida. Tati e Madi falavam sobre o Atalanta, se a Madi lia, se gostava, tal. Aí ela disse que tinha rido muito com o post sobre o Amnésia. Então começou:

Tati: Mas também, que idéia de vocês, ir a um drive-in.
Eu: Ah, a gente tava com fome, e lá a gente podia comer enquanto via o filme!
T.: É, eu sei, você me falou, mas quando eu vou ao cinema gosto de esquecer do resto do mundo.
Eu: Ah, lá a gente pode falar sobre o filme, comer, deixar o celular ligado pro caso de as crianças ligarem... A gente já tinha ido lá duas ou três vezes, uma vez até com a Helena, que ficou dormindo na cadeirinha do carro.
T.: É, olhando por esse ângulo, pode até ser, mas eu ainda gosto de entrar no cinema e esquecer do mundo.
Marcus: É, mas é legal, é só a gente acender o farolete e vem um garçom e te pergunta o que você vai querer!
Rafael: Pô, é? Aí eu gostei.
T.: Mas a tela é grande?
Nós todos: É, é enorme!
T.: Mas mesmo assim não é como cinema, né, é como um vídeo com tela grande.
Madi e Douglas: Só que não dá pra parar pra fazer xixi.
Eu (cartada final): É, mas pelo menos você não vai precisar ficar puta com aquele povo mal educado que fica falando no cinema. Lembra que você reclamou pra caramba noutro dia?

Aí acho que ela, apesar de achar ainda que é uma sessão de videocassete em tamanho gigante, encontrou uma justificativa aceitável pra freqüentar, talvez bem raramente, o drive-in. Mas, gente, nunca em dia de chuva, heim?
Por
Vanessa às 23:12 | comentários


Terça-feira, Outubro 16, 2001

Curtinha sobre aquele show da Zélia: quando cantamos juntas, Tati e eu, o trecho de Me revelar: "unhas roídas, ausências, visitas..." eu virei pra ela e disse: dá um consolo, não?

Aliás, a propósito dessa canção, do disco Sortimento ela é a que mais rola nas fms, e foi a última do show, depois dela só o bis. É muito bom saver que o show inteiro foi muito bem acompanhado pelo público, independente de ter música de fm ou não. Isso é que é confiar no próprio taco, não?
Por
Vanessa às 00:02 | comentários


Segunda-feira, Outubro 15, 2001

Gattaca é um filme já velho, de 1997, mas eu nunca tinha ouvido falar dele até uma amiga com quem troco figurinhas sobre cinema e vídeo me indicar.
Quando comecei a ver, reparei que até já tinha passado dia desses na Record, imagina! Mas só tínhamos visto um pedacinho, sem o começo não dava pra entender direito a história. Apesar de ser antigo, vale falar dele, afinal sempre pode haver desatualizados como eu que ainda não conhecem o filme.
É uma história impressionante sobre um cara que nasceu como todos nós, da combinação casual dos genes do pai e da mãe, mas num tempo em que a maioria nasce da escolha genética que os pais fazem, tanto das características físicas como cor de olho e cabelo, altura, etc., e ainda das probabilidades de desenvolver doenças e das habilidades físicas, como também da suposta tendência de personalidade (ser propenso à violência, por exemplo). O lance é que quem nasce naturalmente é rotulado de "inválido" e condenado a realizar apenas "subatividades".
Rafael e eu ficamos pensando em como seria viver num tempo assim, em que, mesmo que quiséssemos ser "românticos" e ter nossos filhos da maneira, digamos, natural, não teríamos direito de determinar que nosso filho só poderia fazer serviço de limpeza, por exemplo.
A realidade do filme, embora ainda um pouco distante, impressiona porque parece muito possível, 'inda mais se a gente considerar os valores malucos que boa parte dos homens (espero que não seja a maioria, mas tenho minhas dúvidas) têm das coisas, a idéia meio paranóica de perseguir a perfeição, como se fosse possível definir o modelo de um corpo perfeito.
Alguns detalhes são muito interessantes, como os pais já não poderem escolher determinadas características mas deixar outras para o acaso, como eles mesmos dizem, porque a determinada altura já são os que dominam que definem o que é melhor (pra quem, meu Deus?!).
Além disso, vale refletir sobre o fato de que, apesar dos planos e normas, nem tudo sai como aqueles que dominam a sociedade esperam ou planejam, o que mostra que, também na ficção, permanece a noção de que os homens não podem mandar na natureza e que há outros valores além dos biológicos (ou dos materiais, em última instância), que são os que prevalecem, enfim.
Por Tatiana às 09:22 | comentários


Domingo, Outubro 14, 2001

Comprei por acaso, porque confundi a autora, li Maria Adelaide Amaral pensando em Adélia Prado, imagine...
Quando, já de posse do livro, li que ela era autora de novelas, confesso que fiquei com medo de me arrepender. Preconceito puro.
Luísa (quase uma história de amor) é um livro muito interessante. Cinco personagens diferentes falam de Luísa, e a gente fica com cinco impressões dela pra montar nossa própria, que acaba sendo uma sexta, óbvio. É gozado como vai mudando a maneira como a vemos e é interessante pensar que isso acontece na vida o tempo todo, né? Ninguém pode saber como exatamente é uma pessoa, a imagem que temos de nós mesmos é sempre diferente da que outras pessoas têm e certamente não haverá duas pessoas que nos vejam exatamente da mesma maneira. Muito doido pensar nisso, mas muito interessante também. Ajuda um pouco a desestressar em relação à opinião alheia sobre a gente. Claro que não temos que ligar pra ela mas quem é que consegue isso cem por cento? Eu não consigo, confesso. Por isso gostei dessa reflexão que o livro sobre Luísa me trouxe. E tem outra coisa curiosa que me ocorreu agora: cada um que ler o livro ficará com uma imagem diferente da personagem, então são infinitas visões dela. Como ela é realmente, não há como saber. A maior verdade parece ser que não existe uma Luísa (ou qualquer personagem ou pessoa) real. Tudo o que existe são as impressões que cada um tem de si ou dos outros.
Ave! Que troço louco!
Por Tatiana às 15:43 | comentários


Terça-feira, Outubro 09, 2001

Fomos assistir ao Amnésia. Realmente, é muito legal. Fiquei confusa, vi coisas que não existiam e não vi coisas que existiam, e saí do "cinema" pensando que o filme era bom, mas que não deveria deixar tantas dúvidas, então talvez não fosse tão bom...

Mas aí o Marcus me lembrou de algo muito importante. O que nós dois vimos, ou vivemos ao ver esse filme, foi mais pra comédia que pra suspense. Resolvemos ir ao Drive-in. É, parece brincadeira, mas aqui tem um drive-in sério, com cinema, que não é só pra sacanagens. Resolvemos ir lá porque estávamos com fome e porque nos outros lugares as sessões começariam muito tarde, e não ia dar pra sair depois.

Aí, lá pelos 15 minutos de filme, começou a chover. Ligamos o limpador de pára-brisa, o que já foi uma delícia, né? Tudo bem que Amnésia é um filme em que você precisa prestar muita atenção, porque tem uns detalhes, e como a história é em ordem inversa, e a gente não tem o hábito de ver isso, e eu sou loura, pode ser complicado entender algumas coisas (apesar de que eu acho que um bom filme, mesmo, tem que superar tudo isso). Mas ter de encarar toda essa facilidade com um limpador passando na sua frente o tempo todo? Bem...

Antes tivesse sido só isso, né? Como tudo que tá ruim ainda pode piorar um pouco, antes de eu dizer pro Marcus que a gente tinha era que ir embora, a bateria do carro arriou, e aí o limpador de pára-brisa, de certo magoado com minha implicância por ele não sair nunca da minha frente, resolveu parar junto com tudo do carro. (Detalhe: estávamos ouvindo o filme através de sistema interno de fm, pelo som do carro, que não funciona sem bateria!)

Bom, imaginem só: fiquei com metade da cabeça pra fora do carro, numa chuvinha fria e fininha que cobria todo o pára-brisa, piorei meu resfriado e minha sinusite, e ainda por cima consegui perder um montão de legendas...

Assistimos até o fim, mas foi um bate-boca danado (soft, nada em tom de briga) sobre o que tinha acontecido mesmo, o que tinha sido viagem do cara, o que tinha sido primeiro, mas primeiro no filme ou na história?, ou seja, uma confusão sem par.

E, como se não bastasse, o Marcus ainda se apropriou mais do que depressa da "condição" do personagem, e adaptou o quadro clínico a todos os episódios que ele, Marcus, comete de esquecimento. Então eu tenho que me preparar: agora que tem um "respaldo científico", essa "amnésia" nunca terá fim!
Por
Vanessa às 00:10 | comentários


Terça-feira, Outubro 02, 2001

Sumi, demorei, mas não desisti! Ainda gosto do Atalanta, mas gosto mais de escrever aqui se estiver bem inspirada, não só à vontade, mas com vontade.

E não há melhor inspiração que ver a
Zélia Duncan ao vivo! Foi muuuuuuuuuuito bom, mas muito bom meeeeeeeeesmo! Ah, e eu por acaso tinha alguma dúvida disso?

Mesmo que fosse um show sem banda, ou com som ruim, ou se eu não conseguisse ver direito, mesmo se fossem só umas poucas canções (bem, aí talvez eu achasse ruim...), de qualquer jeito eu teria me sentido bem só porque teria visto Zélia, e, melhor ainda, ao vivo...

Mas eu não sou fã de carteirinha dela à toa, não. Ela é talentosa, bonita, inteligente, tudo o mais, mas ela é super profissional, não faz as coisas de qualquer jeito e, se é assim, não teria porque fazer um show meio mais ou menos, só porque é num shopping e é de graça. Aliás, ela falou disso no começo do show: que a gente, o público, e não só o dela, merece ter mais oportunidades de ouvir boa música de graça (ai, que saudades do tempo em que tinha show grátis (e vários!) toda semana em São Paulo!). E Zélia disse mais: que adora o projeto (que, diga-se de passagem, é da Olívia Byington) e que deseja participar de todas as suas edições. Nessa hora eu gritei com muito gosto: "yesssss!".

Bom, não vou falar do show? Ah, ia ficar chato pra quem fosse ler, porque eu só ia ficar babando, falando que foi ótimo, tal. Então vou falar das coisas especiais: em primeiro lugar, Helena e Júlia, que curtiram como gente grande, Helena admirada de ver Zélia de verdade, e mais ainda quando ela cantou "A fé", canção que ela adora, e que a gente tinha combinado de pedir "gritando", durante o show, embora sem muita esperança de que fosse rolar. E Júlia, que na primeira oportunidade deslizou para um lugar mais seguro e confortável, cantou praticamente todas as músicas e foi a primeira a ficar em pé na cadeira na hora do bis.

Eu, do meu lugar, fiquei sem fôlego quando ouvi "Não vá ainda", pela primeira vez ao vivo, porque é mesmo a minha predileta (embora Tati e eu tenhamos dito isso pra muitas das canções...). Mas saí mesmo foi muito feliz, satisfeita por ter ido, por ter tido um momento de raro prazer - e que prazer! - nesses tempos tão cheios e confusos da minha vida.
Por Vanessa às 18:38 | comentários




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